Balanço
"Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já não o tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades."
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Já que não posso ser belo, quero continuar invisível...
Já que não posso ser belo, quero continuar invisível...
"Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já não o tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades."
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Chego a esta idade física ('Qual?', poderiam perguntar; 'Não importa', responderia) com a maturidade emocional de um adolescente. Sinto que já tive relações de todos os géneros: namorei à distância, estive muito tempo solteiro, fui casado, tive uma fase de aventuras e exploração sexual, vivo uma união de facto... Comum a todas essas experiências é um gostinho a insatisfação, o sentir que falta algo, que se está a perder uma oportunidade. Desejo estabilidade emocional ao lado de uma única pessoa, anseio por mais experiências sexuais e por pinar com mais mulheres. Sou uma contradição ambulante. Quero companhia para ver um filme no domingo à tarde. Quero um casal que goste de cuckold.
São traços que vêm da adolescência, há uma vontade perene de beijar só mais uma mulher, de ver só mais uma mulher nua, de dar prazer a só mais uma mulher. Pensei que já teria idade para ter mais juízo, para 'assentar'. Não, mudam apenas as fantasias. No início era beijar mamilos, depois eram todas as posições possíveis e imagináveis, agora são fetiches mais 'fora da caixa'. Surpreende-me, pinta-me um quadro, faz-me um rim job.
Enfim, satisfação por continuar com tesão pela vida. Melancolia por esta insatisfação que borbulha. Vida é dicotomia, suponho.
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