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Monstro Invisível

Já que não posso ser belo, quero continuar invisível...

Monstro Invisível

Já que não posso ser belo, quero continuar invisível...

O Pavão soltou a franga!

Abril 12, 2008

Monstro Invisivel

Chegou discreto.

Isto de aparecer sozinho num concerto esgotado no Pavilhão Atlântico já é digno de nota.

Calça de ganga, sapato, camisa branca, blazer. Na cabeça levava qualquer coisa parecida com um corte de cabelo "normal". À primeira vista, diria que era um trintão que trabalhava numa daquelas empresas que impõem um certo código de vestuário e que depois mimam os empregados com um "casual friday".

Vão tocando as primeiras músicas e eles vai abanando a cabeça, com a imperial na mão.

Eis que começa o "Lullaby"... O Pavilhão vibra como nunca antes e o outrora pacato fã levanta-se e começa a dançar - o Pavão entra em acção!

Dançando como se não houvesse amanhã (sim, porque quem dança assim e não tem vergonha só pode pensar que o Mundo vai acabar, pelo que ninguém o irá reconhecer futuramente), ele continua a sacar de todos os seus "moves" enquanto toca o hit seguinte. Ao som do terceiro mega-sucesso, ele despe o blazer e executa o "move who is the mother of all moves"... Indiscritível! Isto sempre sem entornar uma gota de cerveja... O homem é um artista, digno da mais nobre linhagem da arte circense.

O homem, simplesmente, não fez prisioneiros! E eu ri-me tanto que até me ficaram a doer os abdominais durante dois dias.

 

 

 

Até continuava a escrever, porque estava, de facto, a dar-me prazer, mas deu-se nova crise maternal e o momento, simplesmente, perdeu-se...

 

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